segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Relato da Srª Helena Teixeira - Parte I

Helena Teixeira Gomes, brasileira, mato-grossense, nascida em Rochedo/MS, filha de Raimundo José Teixeira e Ana Gomes de Azevedo, ele era baiano, e minha mãe mineira, tenho mais 7 irmãos todos nascidos aqui em Rochedo, na época todos nascidos com parto feito por parteiras, não havia posto de saúde e a acesso a Campo Grande era muito difícil, estradas ruins e poucos meios de transportes, somente caminhões, mas tarde pela década de 1950 colocaram uma jardineira mista, metade para passageiros sentados e metade carroceria para cargas e ainda depois um ônibus pequeno que tinha o nome de Baroneza, o que foi motivo de muita alegria para as pessoas deste município.
A população no inicio do povoado vieram todos de outros Estados, como: Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Goiás e outros. As ruas não eram asfaltadas, havia muita areia, uma camada de uns 30cm de areia, mais tarde foram encascalhadas. As rua Drº Arnaldo Estevão de Figueiredo passava no meio da praça atual. Naquela época não tinha a praça, havia uma igrejinha de alvenaria e um cruzeiro grande, o nome da Igreja era Senhor Bom Jesus da Lapa, construída por uma senhora que se chamava Maria, o povo chamava-a de Maria da Igreja, a mesma fez uma promessa que se pegasse um diamante construiria uma Igreja, e assim foi feito, ela pegou um diamante e construiu a igreja.
Como aqui era um município de muitos diamantes, as pessoas que não eram garimpeiros costumavam colocar um garimpeiro (chamavam de meia-praça). A pessoa que não era o garimpeiro, fornecia alimentos ao garimpeiro por uma semana, e repetia toda semana enquanto estivesse mantendo o mesmo, se pegasse diamante seria vendido e dividia o valor com o meia-praça e o fornecedor.
Rochedo era bem pequeno, no comércio os comerciantes da época eram João Abdo, Yshikawa, Kazuê, Yamashita, Joaquim Vieira (conhecido como Joaquim Preto), Issa Nahas, Joaquim Queiroz, Buriti, Manoel dos Anjos, Izabel Madureira, Antônio Lúcio, e mais tarde, Ramão Daige, Oscar Barbosa Souto e depois outros mais. Havia duas pensões de Vitalina Ramos e Evangelina Vieira; duas farmácia de Amâncio de Souza e Afonso Araújo Passos.
A ponte do rio Aquidauana era de madeira  e ficava na rua onde hoje moram a D Valci e o Srº Osvaldo, a rua Drº Arnaldo Estevão de Figueiredo terminava logo depois do comércio do Srº Rogério. Onde hoje é a ponte de concreto, só havia mato na beira do rio, o terreno da D. Andrelina chegava até no rio, e no sentido contrário a rua Drº Arnaldo terminava na D. Nilza.
A rua Joaquim Murtinho, do lado Norte terminava na cada da D. Andrelina; a rua Campo Grande só ia até o campo de futebol, ali em volta era tudo mato, começava desde aqui a Polo, a quadra da casa da Edi, havia muitas frutas: guavira, mangava, marmelos, pitanga, araçá e outras mais. A rua Bahia só ia até o campo de futebol, pra frente não tinha casas, só mato; para ir até o cemitério, ia pela Joaquim Murtinho, a entrada era pelo lado de baixo. A rua Joaquim Murtinho era a única da época, que ainda é como hoje, pouca diferença; a chegada e a saída para Campo Grande era por ela, passando pelo lageado, pela fazenda Federação, Jatobá e seguia em frente; haviam estas chácaras que ainda tem hoje, a partir da D. Maria Benzedeira, depois da D. Rosa, as chácaras eram dos dois lado até no lageado.

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