Meu nome é Valdeir Teixeira Costa, nasci em 1962. Faço parte de um grupo seleto de pessoas que tem em seus registros “nascido em Rochedo”. Creio que de uns trinta ou quarenta anos pra cá não se tem notícias de um rochedense nascido aqui. Aqueles que se dizem ser, o fazem por morar na cidade e não por serem registrados aqui.
Só para terem uma idéia, sou da época em que o centro residencial e comercial da cidade era nos arredores da antiga escola, denominada então Escola Reunidas de Rochedo. As tradicionais festas que aconteciam aqui, muito raras por sinal, eram realizadas num local que os moradores cobriam com palhas, num espaço de chão batido quase em frente da citada escola. Nessa época eu tinha por volta de três anos de idade e me lembro muito bem da poeira levantando, outras coisas tenho apenas vagas lembranças. Minha casa era em frente à escola e o maior comércio, que era a Casa Japonesa da Dona Hiromi, era na esquina bem próxima.
As festas comemorativas que aconteciam na escola eram um sonho para mim, mas eu não podia me matricular porque não tinha idade. Como tinha uma grande capacidade de decorar textos, era convidada a “recitar” poesias. Minha mãe era quem lia os textos e ensaiava os gestos comigo. Eu com aproximadamente cinco anos arrasava no palco. Tanta foi minha insistência em estudar que me deixaram entrar na escola como ouvinte, na sala da professora Valci Souza Marques no 1º Ano A.
O “point” dos finais de tarde e finais de semana eram o banhos de rio. Era uma praia linda que desapareceu com aquele paredão. Ali se aprendia a nadar com cinco anos. O que acontecia de brincadeira e de briga não dá para descrever.
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