quinta-feira, 30 de junho de 2011

Relato da Srª Hiromi Sei Odacura - PARTE I

Rochedo Capital do Diamante  -  Parte I
Por Hiromi Sei Odacura
Srª Hiromi também faz parte da história do município de Rochedo, chegou nestas terras para encontrar-se com seu amor que aqui já morava. Hoje, ainda, é comerciante e Juíza de Paz do município. Gentilmente se dispôs a participar do nosso projeto, segue abaixo o relato de algumas de suas lembranças do período em que aqui chegou.
Vilarejo que foi construído pelos garimpeiros, eram pessoas que vieram da Bahia, Minas Gerais, Goiás e outros Estados, normalmente eram nordestinos.
Em Rochedo há um rio que recebe o nome de Aquidauana, que chega à cidade de Aquidauana.
No inicio da cidade, que era  apenas um vilarejo, só existia casas de barro coberta de sapé. As águas eram carregadas pelas mulheres, com balde na cabeça, até suas casas, e as roupas sujas eram lavadas no próprio rio, e já aproveitavam e tomavam banho. Nesse povoado a maioria das pessoas não sabiam escrever.
Naquela época, não havia prefeito, não era municipalizado, dependia do município de Corguinho.
Nesse período já existia a delegacia, os presos eram acorrentados nos tocos, porque não havia grades de ferro.
Tinha apenas um açougue. O abate do gado acontecia da seguinte forma: o gado era amarrado em uma árvore, tirava o couro e trazia as carnes amarradas no cambão. O gado era repartido em quatro partes, cada parte era conduzido por duas pessoas, até o local de venda. Lá havia um toco na altura de mais ou menos 1 metro, onde era cortado cada pedaço para vender.
Cito algumas pessoas fundadoras do município: Srº Alvino Leite, era garimpeiro e comissário da polícia, era uma pessoa que na chuva ou no sol não deixava de usar terno impecável, com gravata, chapéu de feltro e guarda-chuva no braço. Srº Joaquim Mirréis, era garimpeiro e trabalhava de guarda na Escola Estadual. Srº Alfredo, também garimpeiro e trabalhava na delegacia como carcereiro. Srª Evangelina Vieira, era uma senhora muito querida, que tinha uma pensão.
No decorrer do tempo construiu a prefeitura;  os tijolos eram de ciblocos, feitos por Maria Paim e seu esposo.
Também srº  Ishiwava, era uma das pessoas mais requisitadas, tinha máquina de arroz manual. A máquina era montada por ele, e tinha um comércio de vendas em geral. Para trazer as mercadorias, usava-se carro-de-boi, demorava uns 10 dias de Campo Grande a Rochedo. Logo depois, o meio de transporte era uma jardineira (era tudo aberto, não tinha portas e nem janelas), que transportava  passageiros e mercadorias. O meio de transporte dos fazendeiros  era o cavalo e o carro-de-boi, eles traziam mel, rapadura, melado, ovos, farinha de mandioca caseira e galinha caipira com pena e tudo, trazia também carne seca.
Para chegar até aqui no vilarejo eles traziam matulas (farofas, etc). As pontes eram chamadas de pinguelas e os vilarejos eles chamavam de currutelas e também falavam que iam fazer compras nos butecos.
Desde aqueles tempos havia a festa da igreja, que eram dez dias de festa. Estas festas eram em beneficio da Igreja Católica, tinha leilões de gado, bezerros, porcos e as prendas que os festeiros arrecadavam de toda região, a comunidade de Rochedo era muito unida! Essa festa era esperada durante o ano inteiro, e quando chegava o dia era muita alegria, todas as pessoas tinham brilho nos olhos e sorriso no rosto, notava-se que esta alegria era do coração.
No mesmo tempo tinha corrida de cavalo, onde se reuniam todos os municípios, muitas pessoas que tem poder aquisitivo vinham assistir esta competição, vinham de avião o “teco-teco”. Quando pousava o avião uma imensidão de crianças gritavam, erguiam os braços, esperando balas e suspiros que eles traziam.
O padre que realizava as missas era o Frei Otávio, ele foi o pai da comunidade.
A diversão tanto das crianças como dos adultos eram nadar no rio Aquidauana e dos festejos da igreja.
Naquela época já era típico da região tomar tereré, chimarrão Santo Antônio. As pessoas comiam arroz, feijão, macarrão, peixe e farofa.
Quando falecia alguém Srº Alvino e seus companheiros faziam caixões com tábuas e forravam com mortálias e sepultavam diretamente na terra de “sete palmos”.
Quando era para nascer as crianças tinham as parteiras, por exemplo, D. Benedita, pois, não tinha hospital, nem enfermeiros, os partos aconteciam em casa mesmo e as crianças nasciam muito saudáveis.
Muitas vezes para visitar os amigos nas chácaras, tinham que abrir vários colchetes para chegar nas casas.
Havia muitos benzedores, curandeiros e sortistas.
Para comunicar com outras cidades era apenas por carta.
Naquela época a cidade era mais mato, portanto, aparecia cobra, veado, tamanduá, tatu, etc.

Relato da Srª Hiromi - PARTE II

Segundo histórias das famílias mais antigas, existem tesouros enterrados por garimpeiros em alguns locais que nós não sabemos localizar. Dizem que haviam fenômenos de clarão, um arrepio no corpo, que os espíritos mandavam avisos, vozes, etc. E também quantas histórias verídicas existem em Rochedo.
Para fazer uso do garimpo, eles cavavam a terra, que chegava até 10 metros de profundidade, levava essas terras da beira do rio, estas terras eram lavadas no rio com bateias (5 peneiras grandes, médias e pequenas). Muitas vezes trabalhavam meses e meses para encontrar uma pedra preciosa e às vezes em uma lavada só encontrava-se pedra do tamanho que pesava kilates, que era muito valoroso. Quando acontecia, os diamantes eram guardados no picuá, eles gritavam: “gente eu bamburrei !!!!” , isto é, que encontrou um enorme diamante. Outras vezes garimpavam dentro da água.
Naquela época não existia farmácia, então, alguns garimpeiros sábios faziam remédios caseiros. Até hoje ainda vive alguns garimpeiros como o Srº Vanderlino,  Srº Novinho, Srº Murilo que lembram do passado e contam histórias.
Voltando para trás, os garimpeiros saiam muito cedo de casa, levando matulas, farofa de carne seca e rapadura, e as águas para beber eram carregadas em purungas; levavam um pedaço de fumo para naquear e cuspir, e ainda faziam um cigarro de palha de milho, acendia e soltava aquela fumaça como se fosse trem de Maria fumaça. E também as casas dos garimpeiros eram feitas de pau-a-pique e os colchões eram de palha ou de sapé. Portanto, quem tinha dinheiro guardava embaixo do colchão dentro do bornal.
Naquela época já existia muitos insetos, aí eles buscavam estrumes seco de gado na fazenda do Srº Enéias Belo, e queimava para espantá-los.
Os calçados eram feitos de couro de boi, as cobertas eram feitas de pêlo de carneiro.
Eles eram muito unidos, às vezes fazia uma roda de amigos e faziam uma fogueira no meio e ali cantavam, tocavam violão e sanfona, contavam muitas anedotas, uns casos verídicos e outros não, e sempre falavam das “quengas”, que sempre existiu.
Antigamente o campo de futebol -  cercado de arame farpado e muito capim -  era na atual praça, e já naquela época existia o pé de ingá, tinha uma capela onde se realizava batizados e casamentos.

Eis algumas pessoas que vivenciaram alguns desses momentos passados: Srº Vanderlino Moura, tem a sabedoria da cura por meio das ervas medicinais; D. Maria Ramos, professora aposentada; Helena T. Gomes, funcionária aposentada da Exatoria; D. Maria José, popularmente conhecida como “Maria Sem Troco”; D. Julia Lelis, mulher do ex-prefeito Antenor; D. Valci Souza Marques, foi professora e diretora de escola; D. Noemia Almeida , mulher do ex-prefeito Heleodoro Almeida.
No decorrer do tempo a evolução da cidade foi grande, hoje há várias igrejas evangélicas, uma católica; 22 sobradinhos, Detran, Iagro, Exatoria (Agenfa), posto de saúde, clínica, escola estadual e municipal, ginásio de esportes, prefeitura nova, câmara municipal, cartório, asilo para os idosos, ciber, escritório de contabilidade, vários açougues, hotéis, mercados, farmácia, casa veterinária, oficina mecânica, sorveterias, vidraçaria, ótica, piscinas, clínica dentária, Cooperativa SICREDI, Bradesco, Correios, frigorífico que emprega muitas pessoas; na zona rural: granjas, ordenha de leite, fábricas de doce, mussarela, produtos artesanal, areieiros, etc.
E hoje de Rochedo a Campo Grande gastamos em torno de 50 minutos nos veículos, ônibus e vans.
E até para fazer faculdade ficou muito mais fácil, pois, o ônibus da prefeitura leva os acadêmicos até Campo Grande.
Com a tecnologia o meio de comunicação se ampliou, hoje temos internet, celular, telefone fixo, etc.
Nossa cidade a cada dia se amplia e evolui seguindo os passos da modernidade.
Carinhosamente,
Hiromi Sei Odacura
Rochedo/MS 27/05/2011

RESPONSÁVEL PELA ENTREVISTA: Dudu e Vagner

Momentos da entrevista com a Srª Hiromi






Srª Hiromi explicando para os alunos como se pesava uma pedra preciosa.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Relato do Srº Arlindo Rodrigues (Chimite)

Srº Arlindo Rodrigues dos Santos, conhecido como Chimite, chegou em Rochedo em 1960, segundo ele: “aqui tudo era mato”; passou um tempo o Srº Antenor ganhou para prefeito e foi abrindo as ruas, porque antes tudo era apenas trieiros.
O único comércio que tinha era um armazém (do Srº Hiroci Odacura, marido da D. Hiromi), havia uma olaria perto do cemitério, tinha a cadeia, uma igrejinha na praça, uma escola – D. Valci e Maria Ramos já davam aula naquela época.
Vinham muitos garimpeiros de outras regiões para garimpar e achavam pedras preciosas com muita abundância.
Na beira do rio Aquidauana tinha três barracões de zonas de mulheres que vinham de Campo Grande, quando um garimpeiro pegava uma pedra iam comemorar com elas;  acontecia também muitas mortes!
Tinha um farmacêutico que cuidava da saúde das pessoas do ‘patrimônio’.
Nesse período chovia muito, era uma tristeza!Era só barro! Levava uns três dias para chegar em Campo Grande de jardineira (veículo que fazia o transporte das pessoas).
As mercadorias vinham de carro-de-boi.  Não havia energia elétrica, com o passar do tempo foi colocado um motor para gerar energia. Não existia a ponte, era apenas pinguelas - a pinguela passava na porta da residência do Srº Eneías! Com muito custo foi construída a ponte.
O tempo passou, o patrimônio cresceu, hoje temos escolas paras as crianças, temos bons mercados, açougues, posto de saúde e vários outros comércios e órgãos públicos. Tudo é facilidade e o povo ainda reclama!!!

RESPONSÁVEL PELO RELATO: Nerilvane Ferreira

Relato da Srª Valci


Dona Valci, professora aposentada, gentilmente no recebeu e se dispôs em escrever um pouco do que, segundo suas lembranças, era o municipio de Rochedo quando aqui chegou.
Eu, Valci de Souza Marques vou contar sobre o nosso município quarenta e nove anos atrás data em que me casei e vim morar aqui.
Era um lugar com poucos moradores, podia contar quantas pessoas  existiam aqui. Já melhorou muito! O que existia eram pequenas casas sem nenhum conforto. Já naquela época uma das atrações era o rio  Aquidauana, era uma fartura de peixes!
Tinha uma pequena igrejinha onde reunia os fiéis que iam reza o terço. Não tinha padre vinha quase de ano em ano. Havia um posto de saúde , os médicos vinham de Campo Grande. Existia a delegacia, onde meu falecido marido trabalhava, quando não tinha delegado ele respondia pelo cargo. Tinha a Prefeitura, a Escola Estadual, o Correio, o Cartório; existia alguma casa de comércio, tudo muito simples. Só um comerciante tinha geladeira, que era o japonês Yamashita Yutaca. O meio de comunicação era o rádio, não tinha televisão, telefone. Agora já temos tudo isso e outras coisas a mais, como computador, celular, etc. O açougue funcionava uma vez por semana. A Escola Estadual de primeira a quarta série era composta assim: na direção Srº Afonso de Araújo Passos, e o corpo docente: Srª Morena esposa do diretor, Srª Maria Alves Ramos, Elza Abadia de Oliveira, Valdelice de Oliveira, Laura Odakura e eu.
O primeiro clube recreativo foi construído com nossos esforços e iniciativa de meu marido Zacarias de Souza Marques. Programava os bailes com leilões com a ajuda de todos os professores; arrecadávamos as prendas para angariar fundos para a construção do clube.
Os moradores contribuíam com tudo. Na época das políticas os candidatos vinham fazer a campanha eleitoral e davam sempre uma contribuição para ajudar na construção do clube.
Naquela época não existia luz elétrica, nem água encanada. Para lavar roupa, louça, tomar banho, tinha que ser no rio. Para dar aula à noite tinha um motor gerador que fornecia a luz.
As festas do padroeiro da cidade que era o Senhor Bom Jesus da Lapa, os festejos eram de ano em ano, nove noites de festas seguido de bailes e leilões; cada noite tinha um representante, era bem animada, na última noite era oferecido um grande churrasco, tudo de graça! Tinha também candidatas a rainha, à meia noite havia a coroação das rainhas. Todas procuravam ir bem arrumadas, bem vestidas; era muito bom.
Os fazendeiros colaboravam bastante, doavam sacas de arroz, bezerros, porcos, carneiro e frangos. Era muito movimentado. Tinha as barraquinhas onde vendiam de tudo: roupas, sapatos, salgados, bebidas, etc.
A nossa cidade está mudando quase todos os dias, já existem  muitas casas bonitas. Temos mercados, padarias, várias igrejas cristãs, temos um frigorífico que oferece emprego para muitas pessoas.
Espero que melhore cada vez mais.
Valci de Souza Marques
Rochedo/MS 07/06/2011.
D.Valci com os alunos Carlos Henrique, Wesley e Cidinha.

Relato do Srº Vanderlino



Srº Vanderlino de Souza Moura, 90 anos, hoje aposentado, viúvo, pai de seis filhos – cinco mulheres e um falecido – e  4 netos;  chegou em Rochedo em 1945.
No dia 18 de Junho de Dois Mil e Onze, num sábado ensolarado,  nos recebeu carinhosamente em sua casa e relatou saudosamente alguns dos momentos vividos em nosso município quando aqui chegou. Segue abaixo um resumo das suas lembranças de memória:
Sr. Vanderlino de Souza Moura chegou em Rochedo em 1945, vindo do Estado do Amazonas onde trabalhava na extração da borracha, (se preparava para ir para a guerra, porém ,não deu certo) depois foi para  Cuiabá ficando um tempo trabalhando em um frigorífico (atravessando boi pelo rio), tempos depois foi trabalhar como “camelo” – pessoa que realiza carga e descarga de produtos -  em Aquidauna na estrada de ferro, depois foi para Campo Grande, Rochedinho e então soube do garimpo em Rochedo e logo veio para cá ; ele veio andando a pé , saiu cedinho e chegou aqui no fim da tarde (uma pessoa se ofereceu para trazê-lo cobrando 15 mil réis, ele não tinha esse dinheiro).
Relatou que chovia muito na região, havia apenas casas de palhas. Tinha a casa do Srº Afonso, uma máquina de arroz; onde o Srº Osvaldo mora era de um japonês que tinha um comércio e na esquina era a delegacia. Esse japonês tinha uns 30 meia-praça (garimpeiros).
“As casas eram de palhas, e na região havia algumas plantações de arroz, que eram mandados para outras cidades num caminhão, existia aqui uma máquina de arroz também. Quando cheguei aqui não tinha onde ficar, consegui abrigo na casa das “Primas’’, onde era um barraco-zona, onde hoje é a casa da Dona Noemia” . – relatou Srº Vanderlino.
A maioria das terras que hoje forma o município era do Coronel Quito, ele dava os terrenos para os garimpeiros poderem construir suas casas ou barracos.
Onde hoje é sua residência havia um rego d’água que começava do frigorífico, passava pelo córrego do lajeado até chegar no vilarejo, era onde lavavam as roupas, e usavam a água para beber e cozinhar, não havia água encanada.
Disse que antigamente era difícil ver uma pessoa doente, e que hoje as pessoas ficam doentes facilmente; não existia médico , apenas farmacêutico (Srº Zé Amâncio); quando uma pessoa ficava doente quem fazia às vezes de médico era o Srº  Afonso, que também era diretor  e professor na  escola. A escola estadual era a Reunidas, cujo prédio tem até hoje, fica próximo a cachoeira;
Naquela época uma vaca gorda valia 2500 mil réis, havia também muita fartura de peixes, escutavam-se de longe os cardumes batendo. Tinha várias lavouras de arroz, todo mundo plantava arroz naquela época, como a D. Dina mãe do Bidiel que tinha roça de arroz. As mulheres também garimpavam.
Antigamente a população era maior aqui - disse ele,  por ter diamantes havia muitas pessoas de fora , muitos carros e movimento na cidade.
 Na praça, tinha uma igrejinha e uma casa em baixo do pé de ingá ( até hoje ele está ali ), nesta casa morava o Srº Joaquim preto, ainda não existia  a praça.
Disse –nos que  Koró já morava já  aqui e sempre o chamava para ir até Campo Grande, mais era muito dificultoso por conta das chuvas, nos relatou que tinham de ir com pouca roupa (de cueca) porque tinha muito barro e demorava uns 10 dias para chegar lá .
Como não conseguia pegar uma pedra de grande valor Srº Vanderlino, passou a trabalhar na Fazenda do Srº Enéias, onde, tempos mais tarde conheceu sua falecida esposa D. Socorro. A conheceu e ficou namorando-a por mais ou menos dois anos em segredo, para depois se declarar a ela. Quando perguntando por ela porque demorou tanto tempo para procurá-la, segundo ele, assim respondeu: que a estava cuidando para ver se não daria confiança a outro homem.
Disse-nos que desse período, o que mais sentia era saudade de sua família que estava em Minas, e que somente após vinte anos mais tarde pôde reencontrar seus irmãos.

ALUNAS RESPONSÁVEIS PELA ENTREVISTA: Katcilaine e Leide.

Momentos da Entrevista com o Srº Vanderlino


 Katcilaine e o Srº Vanderlino
 Leide e Katcilaine


Lucila (filha caçula do Srº Vanderlino)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O PROJETO

MEMÓRIAS URBANAS DE ROCHEDO/MS
PROFESSORES:
Roseli Gonçalves Barbosa dos Reis – Profª de Geografia
Rosiley Alves Pereira – Profª da Sala de Tecnologia (colaboradora)
 
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:
Moradores do município de Rochedo
E.E. José Alves Ribeiro
Direção: Jurandir do Nascimento Rocha
Coordenação: Ana Maria de Andrade - 2011
Eucenir Silva Durães - 2012
Público Alvo:
 2º ano do Ensino Médio – Turma B - Noturno
DISCIPLINAS ENVOLVIDAS:
Português, Geografia, História
Ano Letivo:
2011-2012


APRESENTAÇÃO

Está proposto na Ementa Curricular do 2º Ano do Ensino Médio, na disciplina Geografia, o estudo da Urbanização Mundial, envolvendo desde o processo histórico de surgimento das cidades até a contemporaneidade.
Ao estudarmos o tema Surgimento das Cidades, veio dos alunos a indagação: e no nosso município como aconteceu o processo de urbanização? Quais as mudanças que ocorreram na paisagem natural para que se chegasse a atual realidade. Percebeu-se então, que o principal registro histórico-geográfico está na memória daqueles que vivenciaram esse processo, e como o livro didático sugere um trabalho denominado MEMÓRIAS URBANAS, surgiu o interesse da turma em estar desenvolvendo está proposta de trabalho, onde os alunos estarão buscando informações junto à comunidade externa e depois organizando estas informações em um veiculo virtual de informação (blog).

JUSTIFICATIVA


No primeiro bimestre na disciplina de Geografia estudamos o processo histórico de desenvolvimento das cidades, bem como ocorre o surgimento de uma cidade, e posteriormente, vimos como ocorreu o processo de urbanização, especialmente de alguns países subdesenvolvidos, veio então o questionamento: e o nosso município ? O que temos de registro do processo de urbanização ? Os alunos chegaram a conclusão de que as informações que tem são orais e que os trabalhos já realizados por eles não houve um registro mais sistemático e atualmente a principal fonte é um livro histórico publicado recentemente, porém, que não é de acesso a toda a população.
O livro didático de geografia adotado pela escola, traz uma sugestão de trabalho denominada MEMÓRIAS URBANAS, que seria, por meio de relatos de pessoas mais antigas da cidade, levantar informações do processo de urbanização. Foi percebido que entra bem na nossa realidade, as pessoas que mais tem conhecimento são aquelas que trazem em suas memórias essa vivência, e algumas delas não estão mais vivas, outras em idade já avançada, assim é necessário o quanto antes, que consigamos fazer um registro que ao mesmo tempo será histórico e geográfico, integração da sabedoria dos mais experientes (os nossos moradores antigos) com a curiosidade dos jovens do 2º ano B noturno que se prontificaram a colher essas informações e publicá-las.
Assim estaremos fazendo uma união entre a teoria já estudada com a prática de pesquisa a campo. Não fugiremos do nosso assunto de estudo que é Urbanização e População e contribuiremos significativamente para fazer com que permaneça viva a memória daqueles que muito contribuíram para o nosso municipio.

OBJETIVOS

GERAL: Conhecer o processo de urbanização do município de Rochedo/MS;

ESPECÍFICOS:


- Valorizar o conhecimento histórico de alguns moradores mais antigos;

- Tornar acessível a toda a população as informações coletadas;

- Aprimorar a produção textual;

-   Analisar criticamente teoria e prática;

- Entender o processo de mudança que acontece aos longo do tempo e que se caracteriza nos tempos atuais;

RECURSOS

- Livro didático de geografia;
 - Livro sobre a história do municipio;
- Câmera digital;
 - Computador, impressora, scanner;
 - Softwares : Word, Internet, e outros ;


METODOLOGIA
ETAPAS:


- Estudo teórico dos capítulos 27 e 14 do livro didático; (1º e 2º Bimestre)

 - Levantamento das pessoas do município que poderão colaborar com os relatos (2º bimestre)

- Elaboração das melhores estratégias para obter as informações : questionários, entrevistas, e outros ?

- Trabalho prático : coletar os relatos ;

-                    Organizar todo o material coletado :

-                    Digitar as informações obtidas por meio das entrevistas, questionários, e vídeos.

-                    Scanear as fotos coletadas com os moradores;

-                    Fazer a publicação (blog Memórias Urbanas de Rochedo)

-                    Apresentar para a escola o blog.




PERÍODO DE REALIZAÇÃO

Março a Novembro/2011.

 

Obs. O projeto iniciará com os alunos do 2º B- Ensino Médio no ano letivo de 2011, porém, continuará em execução nos demais anos letivos, com a colaboração de outras turmas da escola.



AVALIAÇÃO


Será processual através da observação da participação dos alunos, no registro e organização do material coletado, na postura dos mesmos nas entrevistas realizadas e também nas avaliações bimestrais.

Para as demais turmas que usarão o blog como ferramenta de estudo, ficará a cargo do professor responsável pela aula.



REFERÊNCIAS



ARAUJO, Regina. MAGNOLI, Demétrio. Geografia. A construção do mundo. São Paulo: Moderna, 2005.
 
BARBOSA, J.C. Rochedo: capital do diamante. Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul: 2009.